Não, não, eu não esqueci do desafio. E essa é a penúltima semana, então já dá pra sentir o bafo quente do prazo final na nuca e um desespero básico. Pois é, essa história de escrever um livro inteiro em pouco mais de um mês tem muito de diversão, mas não é fácil. E agora na reta final fica uma ansiedade enorme porque ainda tenho um trabalhinho bom pela frente!
Nas últimas semanas postei algumas informações sobre o livro: protagonista & linhas gerais, uma cena emblemática, a sinopse oficial e como a história surgiu. Agora queria falar um pouco sobre meu processo de escrita, como é que faço quando sento pra escrever. Essa é uma pergunta muito comum que me fazem e achei que ela merecia um post.
Bem, vamos lá. Uma coisa importante pra mim é que só começo escrever alguma coisa se a idéia estiver bem clara na minha cabeça. Por exemplo, se tenho uma idéia sobre alguma história eu deixo que ela “amadureça” durante um tempo. Isso por uma razão prática: tenho muitas idéia ao longo do dia, mas muitas delas vão embora depois de algumas horas. Se uma idéia é persistante o suficiente para ficar vários e vários dias, começo a pensar em detalhes. Personagens, cenários, nomes, acontecimentos importantes. Passado essa fase eu sento pra escrever uma cena, um começo. Aí é que vejo que tipo de linguagem vou usar, que tipo de narrador a história precisa e etc.
Se gosto do rumo que a história está tomando, faço o planejamento geral que consiste na divisão de capítulos e o que vai acontecer na história mais importante. Isso ajuda a saber para onde estou indo e que tipo de informação devo disponibilizar em cada parte. Normalmente tenho um caderno em que anoto fatos importantes que não posso esquecer, bem como esquemas de hierarquias, lugares, cenários, datas…
Aí começa o processo de “encher” as lacunas. Muita coisa aparece nessa hora, alguns detalhes, mas se engana quem pensa que escrever é uma inspiração que vem do nada e de repente você terminou dez páginas. Escrever é trabalho duro, dá dor de cabeça, dor nas costas, dor no olho… É um esquema de tentativa e erro. Você escreve um pedaço, revisa, escolhe outra palavra, muda, às vezes até deleta tudo… Mas o importante é que se continue escrevendo.
Gosto de escrever quando não tem ninguém por perto, de preferência à noite que é quando me concentro mais. Escrevo no Word mesmo e recentemente, por sugestão da Kakazinha (ela mesma, a companheira desse desafio!), uso o formato de página A5 que dá a impressão de que estou rendendo mais. Quando sento pra escrever, sempre releio o capítulo anterior para me habituar ao clima da história, nível de tensão e tipo de linguagem necessária. Paro de escrever se sinto que estou muito cansada ou impaciente. Nessas horas, a escrita cai de qualidade e a gente não rende nada.
Quanto aos rendimentos, semana passada escrevi 4523 correspondentes ao capítulo 12 que chamei de “O Som do Velho Mundo” e às duas partes do “Interlúdio” que são fragmentos entre os capítulos. Acabei não escrevendo mais porque viajei no sábado e só voltei ontem. Minha idéia era levar o computador e escrever lá, mas como contei pra vocês no último post, ele simplesmente morreu e tive que mandá-lo pra assistência técnica.
O livro tem 16 capítulos, então como vocês podem ver, faltam quatro. *bate a cabeça no monitor* A parte ruim é que vou ter que escrever loucamente numa média de 8.3 páginas por dia para conseguir terminar na terça-feira 31 de janeiro (e já aviso que vale até a meia noite, hein? hahahaha) A parte boa é que desses quatro capítulos, somente um é difícil (o 16, por causa do drama), os outros são mais tranquilos.
Até agora são 187 páginas. Puxa vida.

Será que vou conseguir?
Não deixem de conferir também o trabalho da Karen no blog Eu, Papel e Palavras.
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