Okay, terminei de assistir Doctor Who e posso dizer que essa é uma das minhas séries favoritas. No meu blog literário, eu falei sobre as 5 coisas que você precisa saber antes de assistir Doctor Who justamente porque essa é uma série completamente diferente das que estamos acostumados. Os efeitos especiais são toscos, os roteiros são malucos, o Doutor é um cara estranho… mas as histórias são incríveis!

Depois de ter tantos amigos me recomendando Doctor Who, posso finalmente dizer que essa série conseguiu me ganhar. Fiquei tão empolgada, que decidi fazer um post com meus aspectos favoritos dela, de um jeito bem pessoal, um jeito de falar a esses amigos (que assistiam a série há tanto tempo) que eu finalmente os entendo.
Esse post contém spoilers da série. Se não quer saber, pare agora. Você foi avisado.
Doctor favorito: O Décimo.
Okay, não tem jeito, o Décimo é realmente o doutor do meu coração. Posso dizer que o Décimo Primeiro chegou bem perto (gravata borboleta, suspensórios, colete? Gente, o homem é muito sexy estiloso), mas é só rever um episódio do Décimo que meu coração balança e eu tenho aquela certeza “É ele!”. hahaha Por quê? Bem, ele é insano, ele é intenso, tem um senso de humor único, usa óculos de leitura e olha por cima deles, é irônico, confiante e tem expressões características ótimas. Fora a melhor frase de todos os episódios:
People assume that time is a strict progression of cause to effect. But actually from a non-linear, non-subjective viewpoint it’s more like a big ball of wibbly-wobbly timey-wimey… stuff. (coração)
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E sim, eu sou do time dos que acha que o David Tennant é The Ultimate Doctor. Sorry Matt Smith. Mas você será para sempre meu you-may-be-a-silly-Hufflepuff-kisser Doctor.
Companion favorito: Os Pond!
Durante muito tempo foi a Donna Noble e eu chorei horrores no fim dela. Mas os Pond paulatinamente (olha que palavra linda!) ganharam o lugar de companheiros favoritos sem sombra de dúvida. Eles têm uma dinâmica interessante entre eles e o Doutor e uma backstory super legal. Eles são engraçados, legais, românticos e sem noção ao mesmo tempo. Eles são os Pond! E eles são super fofos juntos como um bônus.

Amelia e Rory Pond, vocês são meus companions favoritos!
E eu adorei o final deles. Achei que ficou ótimo, fechou bem a história. Sim, eu acho que tudo que é bom um dia tem que acabar pra não estragar.
Companion odiada: Clara Oswald.
Nunca, nunca mesmo pensei que odiaria uma Companion mais que eu odiei Rose Tyler por duas temporadas mais suas participações especiais. Mas eu estava errada. Em apenas um episódio, “The Snowmen”, Clara Oswald conseguiu fazer subir meu ódio mortal a ponto de eu nem gostar da segunda parte da sétima temporada (que pra mim foi horrível, só melhorou no episódio final, “The Name of the Doctor”).

Ela é metida, não é carismática, é needy de um jeito nojento (Martha Jones até parece tranquila agora), forçadamente inteligente e esperta na minha opinião. Pra mim ela é super mal escrita. Esse apego sentimental entre ela e o Doutor pra mim não colou também. Não achei que foi desenvolvido de um jeito interessante e eu não consigo sentir qualquer ligação entre ela e o Doutor (apesar do que o roteiro me diz). Eu tinha vontade de atirar coisas na tela enquanto via episódios com ela. Impossible Girl, you suck!
E fala sério, o que ela realmente fez como Impossible Girl? Ficou acenando pro Doutor com roupas de época? Cadê a ação de salvar a vida dele mil vezes? Patético.
Temporada favorita: Sexta temporada!
Eu poderia dizer que era a quarta, porque tem o Décimo e a Donna Noble e aquele final que nos deixa sem chão, mas eu gosto da sexta. Okay, ela tem vários problemas depois da metade, mas ainda tem bons episódios. Tem a dinâmica dos Pond, o mistério de River Song e um dos inimigos mais interessantes da série (sim, eu fiquei com medinho do Silêncio). Fora que foi a temporada que eu assisti mais freneticamente.
Temporada detestada: Sétima.
Sério, que temporada horrível. No primeiro episódio da temporada, Rory e Amy têm a discussão de relacionamento mais patética da ficção científica televisiva (gente, que roteiro ridículo é aquele?). Temos alguns momentos legais como o final dos Pond em "The Angels Take in Manhattan" (okay, a gente releva aquela frase do "When one is in love with an ageless god...") ou mesmo "The Power of Three" (legal a vida doméstica do Doutor), mas o resto é de doer.
Péssimo.
Personagem feminina favorita: River Song.
Eu amo a River Song. Um dia ainda vou fazer um post sobre meus motivos de forma mais clara, mas acho ela um excelente modelo de personagem feminina: Ela tem mais de 40 anos, ela tem cabelo cacheado, ela é arqueóloga (tipo Indiana Jones no espaço!), ela é sexy, ela atira em todo mundo, ela é engraçada, ela é independente, ela é romântica... ela é uma mulher de verdade! Fora que a história dela é super interessante e relevante para a série como um todo. Go River!

(sim, eu sei que o Moffat fez várias cagadas roteirísticas com a personagem, mas isso não me impede de gostar dela)
Personagem masculino favorito: Rory Williams.
Tem como não gostar do Rory? De todos os homens que apareceram em Doctor Who, ele foi de longe o mais cativante. Rory vive às margens do Doutor, mas diferente do chato do Mickey que ficava o tempo todo querendo fazer algo heroico pra compensar o pé na bunda que levou da Rose, Rory ficava na dele e fazia o que fazia de importante quando era necessário, não para se provar. Tudo bem que eu o apelidei de "Elemento Merda" (porque ele morria toda hora), mas era carinhoso. ;)

Fora que o relacionamento dele com a Amy sempre foi super emocionante... Os dois e o Doutor são o triângulo amoroso que não é triângulo amoroso mais legal de toda a série.
Casal favorito: Décimo Primeiro Doutor/River Song
Awwwwwwwwwwwwwn! Eu amo esses dois juntos. Eles são engraçados, eles são sexy, eles são fofos. Pra mim não tem jeito: a River é a mulher da vida do Doutor. Pronto.
Acho o lance da diferença de idade genial: mostra que mulheres maduras também podem viver grandes histórias de amor, não são só as mocinhas. O Doutor mais jovem se apaixonou por uma mulher mais velha. Cool.
Melhor beijo: Décimo Primeiro Doutor e River Song em "The Name of the Doctor"
Eles tiveram poucos beijos em cena, mas o mais lindo foi mesmo esse em que ele diz o quanto sentia saudade dela. Nessa hora, eu comecei a chorar. Foi o único beijo mostrado em que ele realmente a beija porque quer (no primeiro, River o pega de surpresa e no segundo, foi por causa do casamento deles e do fim do universo - coisas de Doctor Who).
Melhor Episódio: "When a Good Man Goes to War" (Sexta temporada)
Caramba, foi difícil escolher esse. Mas escolhi esse episódio porque ele tem vários dos elementos que valorizo em um roteiro: um início ambíguo (o discurso da Amy sobre o homem que viveu centenas de anos), uma boa batalha inteligente (pra quê gente voando, né?), vilões espertos, muitas reviravoltas interessantes, um grande segredo revelado, um pouco de romance (sem ser brega), coisas fofas (o que é o Doutor pegando o berço dele e dando pra Melody? awwwwwwwwn), um herói destroçado (adoro quando o Doutor é surpreendido e tem o coração partido), um lado negro de alguém aparentemente bondoso, referências a tramas anteriores e um toque de humor aqui e acolá.
Sim, eu sei que vários problemas na série vieram depois desse episódio. Por que Amy e Rory nunca choraram a perda da filha? Por que a River mudou? Erros de continuidade apareceram e Moffat nunca explicou em cena os porquês de várias coisas, mas o episódio em si é ótimo. O problema foi como as coisas se desenvolveram depois dele.
Se eu tivesse escrito um episódio de Doctor Who, teria sido "When a Good Man Goes to War".
Melhor inimigo do Doutor: Master
Okay, o Silêncio me deu medinho, mas o Master é o vilão mais legal. Okay, ele é o clássico arquiinimigo, mas ele é demais. Adorei os episódios em que ele apareceu, principalmente "The Sound of Drums". Gostei também da volta dele na temporada seguinte. Normalmente fico resistente com super vilões que voltam do nada, mas a volta do Master foi bem bolada. E mostra que os Time Lords não são santos.

E sim, eu quero mais do Master.
Pior inimigo do Doutor: The Great Intelligence
Que bosta de inimigo é esse? Ele não tinha motivos, não tinha razões, não tinha desenvolvimento, não tinha nada. Simplesmente apareceu no final da sétima temporada e foi derrotado sem dificuldades.

Ridículo.
E sim, eu sou daquelas que acha que um vilão medíocre só faz desmerecer a vitória do herói. O Décimo só é grande porque o Master é um excelente vilão. Os dois têm uma dinâmica única. Com a Great Intelligence o Décimo Primeiro só foi denegrido.
Episódio em que mais chorei: "Journey's End"
Chorei em posição fetal. Chorei alto, de soluçar. Okay, a gente sabia que a Donna estava caminhando pra um final triste, mas sinceramente, eu não esperava que fosse tão triste assim.
Melhor Season Finale: "Last of the Time Lords"
O que que é o Décimo chorando com o Master nos braços, gente? Eu adorei esse episódio, ele me surpreendeu de maneiras positivas, e teve um grande drama em relação ao Doutor (o que eu sempre gosto de ver).

E foi a primeira vez no revival da série que uma Companion abandonou o Doutor porque quis. Dá-lhe Martha Jones!
Melhor Especial de Natal: "The End of Time"
Não precisa nem questionar. O final do Décimo Doutor, a participação do avô da Donna como Companion, o ápice dramático do Décimo... Não tem como. É o melhor especial de Natal.
(Okay, algumas pessoas dizem que não é exatamente um especial de Natal já que a segunda parte foi ao ar no Ano Novo e tem uma confusão danada em diferentes episode guides... mas eu considero Especial de Natal, então pronto. rs)
Pior Especial de Natal: "The Doctor, the Widow and the Wardrobe"
A minha veia feminista me faz odiar esse episódio com muita força. Ideal de mulher é maternidade, sério? Jura? Fiquei com raiva de ver uma coisa dessas em uma série como Doctor Who.
Fora que pra mim é uma ideia completamente deslocada: O Doutor vai fazer uma noite de Natal incrível pras crianças de uma mulher que ele mal conhece? Poxa, e Amy e Rory com a filha deles? Não é um tanto insensível? Mas Moffat nunca explorou essa dinâmica da família Pond e cagou criando esse episódio detestável. Nem falo mais dele porque são tantas ideias ridículas em relação a mulheres (ligada à natureza, maternidade, amor, rendenção) que é melhor ficar calada, só de lembrar me sobe uma raiva.
Melhor mini-episode: "Night and the Doctor" (2011)
Para quem é fã de River Song e do Décimo Primeiro Doutor juntos e dos Pond, não tem minisode melhor. O Doutor e River em seu primeiro e último encontro, os dois brigando horrores, aquela UST no ar...
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Muito bom.
Maior decepção: "The Time of the Doctor"
Eu quis chorar de raiva com esse episódio. Mal desenvolvido, cheio de buracos de roteiro que caberiam todo o vórtex do tempo... Steven Moffat se superou em sua lista de grandes cagadas em Doctor Who com esse episódio.
A relação entre Clara e o Doutor é patética. Não faz sentido os dois terem toda aquela relação juntos. Não me convence. E Clara não tem personalidade nenhuma. Ela é tipo uma folha em branco. Poderia ser qualquer outra coisa que não faria diferença.
O Doutor envelhecendo numa cidade chamada Christmas era uma ideia linda, mas ficou meio boba. A voz narrativa em off não cria empatia. O espectador não consegue sentir os efeitos da guerra na cidade. A personagem Tasha é ridícula. A solução pra regeneração me fez ficar com muita raiva.
O monólogo final de Matt Smith, no entanto, sua alucinação com Amy, foi muito tocante. Mas como um todo, é uma decepção total.
Morra, Moffat!
Melhor regeneração: "The End of Time"
A jornada final do Décimo Doutor ainda é pra mim uma das melhores cenas de Doctor Who. Ela é emocionante e brega na medida certa.
Aquelas batidas na porta... é de despedaçar um coração.
Fora que é a despedida perfeita para o Doutor de David Tennant, The Ultimate Doctor. Sorry, pessoas, mas ele é. rs
.
Enfim, esses são meus altos e baixos com Doctor Who. Mas no geral é uma das minhas séries favoritas e é obrigatória para qualquer fã de fantasia e ficção científica. (Acho que só perde pra Lost, que não tem jeito, é minha série favorita há anos)

Um site que levanta muitos questionamentos interessantes sobre Doctor Who é o Whovian Feminism. A blogueira escreve muito bem e defende uma melhor representação de mulheres na série e, principalmente, a ideia de uma Doctor. Isso mesmo, uma regeneração que transforme o Doutor em uma mulher. Eu iria adorar.
E vocês? Quais são seus altos e baixos com nosso querido Doutor?


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